Todos os dias são Dia dos Namorados, e devoro-os como se fossem o último dia da minha vida.
Um namoro pautado de romantismo vive o hoje intensamente, porque ontem é passado e amanhã, não sabemos se raiará.
Quem não desfruta da paixão no presente não a vive, apenas passa ao lado dela. Quero lá saber da queca extasiante que demos ontem, ou até mesmo daquela de quinta-feira à noite que me deixou quase estendida no chão, se agora não consigo senti-las.
Quero lá saber daquela rapidinha que demos semana passada logo pela manhã, se não consigo lembrar-me de que cor eram as cuecas que arredamos para o lado, ou até mesmo daquelas carícias escaldantes que trocamos ao jantar, há duas semanas, se não me lembro se nos fizeram correr para o quarto ou para outro compartimento da casa.
Quero lá saber do que já fizemos ou do que poderemos fazer. Quero é fazer. Fazer é presente.
E, fascinante mesmo, é namorar todos os dias intensamente, transformar pequenos instantes em grandes momentos.